terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

PORTEL É A "BOLA DA VEZ" NA QUESTÃO FUNDIÁRIA

PORTEL É A "BOLA DA VEZ" NA QUESTÃO FUNDIÁRIA

No dia 1º de setembro de 2011 no gabinete da Presidência do Instituto de Terras do Pará – ITERPA, com a presença do Presidente Carlos Alberto Lamarão Corrêa, do então Diretor Geral do IDEFLOR, hoje Secretário da SEMA, Sr. José Alberto da Silva Colares, representando o governo municipal, através da SEDE na pessoa do Sr. João Correa Wakimoto, representando o STTR-Portel o Sr. Cametá e como Técnico florestal do IDEFLOR o Sr. Daniel Francez, iniciou-se então, a articulação sobre problemática da questão fundiária em nosso município, a responsabilidade e compromisso que o Estado deveria ter neste desdobramento e na busca de soluções.
Muito se falou sobre o débito social e econômico do Estado para com o nosso Município. O posicionamento do Senhor Colares foi enfático sobre a importância do estuário ambiental de Portel para a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento da região e do Estado e falou-se ainda, da gestão de floresta afim de que fosse concentrada nas mãos dos povos tradicionais através da criação de reservas ou outro mecanismo de regularização fundiária e que pudesse haver consenso de exploração através de parceria produtor rural/empresa de preferência às empresas sediadas em nosso município gerando com isto divisas, emprego e desenvolvimento para Portel.
Os trabalhos cartográficos e os dados obtidos pelo cadastramento dos ribeirinhos feitos pela Secretaria de Desenvolvimento fora de grande valia para mostrar o cenário fundiário e ajudar na tomada de decisão e na repartição de glebas (Peaex) para o Município.
SERÃO CRIADAS TRÊS PEAEXES (PROGRAMA DE ASSENTAMENTO AGROESTRATIVISTA) ALTO CAMARAPÍ, ACANTATÁ, ACUTIPEREIRA E ORDENAMENTO DA GLEBA JOANA PERES II NO TOTAL DE 600 MIL HECTARES SOMANDO SE A ISTO UM ENVOLVIMENTO DE 3000 FAMÍLIAS DA ZONA RURAL QUE SERÃO BENEFICIADAS COM ONDENAmENTO DE SUAS TERRAS E RIQUESAS FLORESTAIS.
Toda a articulação envolvida no desdobramento para tal acontecimento fora feito pela Secretaria de desenvolvimento na pessoa do secretario João Wakimoto e do STTR-Portel através do Sr. Cametá.
Amanhã (14), na sede do IDEFLOR, acontecerá mais uma rodada de trabalho para conclusão do Decreto Estadual de criação das reservas
PARA PORTEL QUE SERÁ ASSINADA PELO GOVERNADOR SIMÃO JATENE.

RESENHA DE "CHOVE NOS CAMPOS DE CACHOEIRA" DE DALCÍDIO JURANDIR

RESENHA DE "CHOVE NOS CAMPOS DE CACHOEIRA" DE DALCÍDIO JURANDIR

Por Roberto S. Kahlmeyer-Mertens **
Após um jejum de quase 30 anos, a obra literária de Dalcídio Jurandir (1909-1979) começa a ser revisitada com fôlego renovado. À margem das editoras comerciais, até a data de seu centenário de nascimento, o escritor que durante as primeiras décadas do século XX foi lido, reconhecido e admirado pelas gerações de Graciliano Ramos e Jorge Amado, esteve durante todo este tempo relegado ao nicho acadêmico ou submetido ao rótulo de regionalista. Dalcídio Jurandir escreveu onze romances, dez dos quais integram o que ficou conhecido como o Ciclo do Extremo-Norte. Contendo títulos como “Marajó” (1947), “Três casas e um rio” (1958), “Belém do Grão-Pará” (1960), o conjunto destas obras arrebatou em 1972 o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras.

As criaturas de Marajó em prosa trabalhada e lavrada

O primeiro título deste conjunto — que o filósofo e crítico literário Benedito Nunes chamou de “ciclo romanesco” — é “Chove nos campos de Cachoeira”. O livro, que também é considerado o primeiro romance amazônico moderno, recebe agora uma nova edição. Com grande força e intensidade narrativa, e marcado pela influência da segunda geração do romance modernista no Brasil, esta obra faz mais do que pintar quadros da vida singular de quem a escreveu. Dalcídio Jurandir descreve o horizonte amazônico a partir de vivências regionais, o contexto humano e geográfico com a pluralidade de suas imagens, suas elaborações linguísticas típicas, a cultura e, até mesmo, as concepções sociopolíticas que perpassam esta mundividência.

“Chove nos campos de Cachoeira” foi originalmente publicado em 1940. A obra se ambienta em Cachoeira do Arari, lugarejo no qual habita Alfredo, personagem que se identifica paradigmaticamente com a gente que povoa a Amazônia paraense rural. O romance retrata com plasticidade a existência humilde e agreste de personagens que são pequenos proprietários de terra, campeadores, pescadores, barqueiros, empregados das fazendas, enfim, a matéria humana que Dalcídio chamava carinhosamente de a “farinha-d’água de meus beijus”.

No enredo, tem-se a ida do menino Alfredo para a capital com a finalidade de dar prosseguimento aos estudos. Os contrastes entre o interior e a metrópole, os costumes da europeizada Belém frente aos da provinciana Marajó se fazem sentir na trama que envolve tanto as memórias afetivas do narrador, quanto um sentimento de pertença à terra marajoara. Destaque-se na referida narrativa o capítulo “Caroço de tucumã”; neste, uma pequena semente de palmeira nativa, que viajou com o pequeno protagonista desde Marajó, ganha significação especial no romance. Longe do solo inundado de Cachoeira na época de cheia, era na semente que o menino buscava a segurança de quem o compreendesse e o animasse: “Sentia-se só, distante, imaginando sempre. Só a bolinha tomava corpo de gente, era sua amiga. Era o corpo da imaginação. Bolinha fiel e rica de fazer de conta!”. Mais do que produto da imaginação e carência pueril, a semente de tucumã faculta interpretações que o tomam como metáfora da semântica amazônica que Dalcídio Jurandir, bem como Alfredo, seu alter ego, jamais deixou de rever.

Nova edição corrigida e apontada pelo autor

A presente edição de “Chove nos campos de Cachoeira” foi estabelecida a partir de um exemplar da primeira edição com apontamentos marginais e correções do próprio Dalcídio. A observância dos anseios do autor a partir deste texto de referência permitiu a depuração do original que constitui sua colação definitiva. As modificações são sensíveis, embora nenhuma delas altere substancialmente a prosa dalcidiana. Se comparada com a edição anterior (a crítico-filológica, caprichosamente organizada pela pesquisadora Rosa Assis em 1998), notam-se pequenas alterações de formulação e vocabulário; vez por outra, mudanças de pontuação reduzindo longos períodos.
Mesmo com essas corrigendas, continuamos a ter em “Chove nos campos de Cachoeira” o mesmo romance que garantiu a seu criador o Prêmio Dom Casmurro, oferecido pela Editora Vecchi, a mesma narrativa densa e fluente, a mesma essência e virtualidade que fazem com que Gunter Karl Pressler, em um de seus ensaios, nos afiance a autenticidade e universalidade do Romancista da Amazônia.

carro explode em salvaterra

Carro explode em Salvaterra fev 14
Um incidente ocorrido agora pela manhã provocou a explosão de um veículo particular na PA 154 a altura da vila de Jubim, em Salvaterra. O carro modelo Palio, placa JTX 9987, de propriedade do senhor de nome Alcindo, da vila de Joanes.
Senhor Alcindo estava com seus familiares no interior do veículo quando o mesmo percebeu que algo de errado estaria ocorrendo com o seu funcionamento. De imediato, saíram do carro e logo em seguida ocorreu a explosão que provocou a perda total. Até a placa de identificação ficou derretida. Eles vinham no sentido Joanes/Salvaterra, quando ocorreu o incidente.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

PARÁ CORRE RISCO DE PERDER O MARAJÓ

O Marajó a maior ilha fluvial do planeta, banhado por rios, igarapés e igapós, com uma área de 104.606,9 km2, e uma população de aproximadamente 500.000 habitantes, abrangendo 16 municípios, com uma rica biodiversidade, em plena a floresta amazônica, paisagens de extrema exuberância, cercado de ilhas e ilhotas, com um povo nobre e trabalhador.
Território este pertencente ao estado do Pará, que pode perde-lo em um plebiscito popular.
O projeto de desmembramento do Marajó, foi um projeto do ex-deputado Benedito Dias (PP-AP), que propôs a realização de um novo plebiscito, para a criação do Território Federativo do Marajó.
Os que defendem a proposta, como a Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam), alegam que a emancipação do Marajó tornaria viável a economia regional, sobretudo do ponto de vista da infraestrutura.
Segundo a AMAM se isso ocorresse seria muito melhor para desenvolver a economia da região marajoara, pois os recursos que vinham para a região seriam repassados de maneira direta da União para os municípios marajoaras, sem a intervenção do governo.
Como é uma região “abandonada” pelo Estado, seria ótimo para o crescimento econômico, financeiro, cultural, turismo e um bom padrão de vida para a população marajoara.
Outro fator importante seria da tentativa de controlar a criminalidade na região, investindo cada vez mais em segurança.
O local seria propicio para um forte desenvolvimento da agricultura, e grandes investimentos em turismo e etc!!!!

Se caso isso ocorresse você seria contra ou a favor da divisão do Pará PA a criação do Território Federal do Marajó?

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MUITO OBRIGADO!!!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

RAIO X DA 1a COPA MARAJÓ DE FUTEBOL DAS "CIDADES DA FLORESTA"

A 1a Copa Marajó de futebol das "cidades da floresta" iniciou-se no sábado dia 15 de outubro de 2011, tendo como sede a cidade de Melgaço.Esta é a segunda etapa da 13a copa Marajó, a primeira em Ponta de Pedras tendo como campeã a forte seleção de Cachoeira do Arari.Nesta segunda etapa 6 seleções participaram divididas em duas chaves:
CHAVE A: MELGAÇO, BREVES e GURUPÁ.
CHAVE B: PORTEL, AFUÁ e BAGRE.
Os dois primeiros colocados de cada chave se classificavam para as semifinais.
No jogo de abertura 15 de outubro, tivemos a seleção anfitriã Melgaço, contra a seleção de Breves, o jogo terminou com o placar de 2 a 0 para Melgaço gols de Ricardinho e Adelian.
No segundo dia (16 de outubro) 2 jogos, Portel contra Afuá, e Breves contra Gurupá.No primeiro jogo do dia a equipe de Portel passou fácil pela seleção de Afuá por 2 a 0, gols de Tatá e Diego, já Breves ficou num empate por 2 a 2 com Gurupá.
Já no Terceiro dia de Competição (17 de outubro), tivemos Bagre e Afuá, e o segundo jogo do dia Melgaço e Gurupá.O resultado do jogo 1 foi de 3 a 2 para Bagre em cima de Afuá, de virada, E  a seleção de Bagre jogou sem reservas no banco pois não tinham seus documentos de identificação em mãos.Já entre Melgaço e Gurupá terminou 1 a 0 para Melgaço.
No dia seguinte, quarto de competição, tivemos o jogo entre Portel e Bagre, que terminou em 2 a 1 para Bagre.
Terminada a 1a fase os confrontos das semi-finais ficaram de seguinte maneira:
MELGAÇO X PORTEL;
BAGRE X GURUPÁ;
Portanto Melgaço e Bagre como ambos foram primeiros de suas chaves jogavam pelo empate nas semi-finais.
As 2 partidas das semi-finais terminaram no 0 a 0 levando as seleções de Melgaço e Bagre para a Final.
Na partida final a torcida de Melgaço lotou o estádio de Melgaço Hérmogenes Furtado e incentivou a seleção local até o fim do jogo, torcendo e empurrando a seleção de local pra cima de Bagre.O jogo terminou 1 a 0 com um gol heroico do veterano Garrincha, que levou a galera a loucura.
Melgaço se consagrou campeão e irá disputar a finalissíma da 13a Copa Marajó contra Cachoeira do Arari, e  tentar se consagrar TETRA-CAMPEÃO DA COPA MARAJÓ...























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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

FInal da 13a Copa Marajó de Futebol 2011

A 13a Copa Marajó de futebol 2011, inovou este ano, foi dividida em duas etapas, a primeira no "marajó dos campos", que foi realizada em Ponta de Pedras, tendo como campeã, a seleção de Cachoeira do Arari.Já a segunda etapa realizada no 'Marajó das florestas" que foi sediada em Melgaço, Tendo como campeã a seleção local.
As finais serão realizadas no período de 05 e 12 de novembro respectivamente, o PRIMEIRo jogo da final em Melgaço no dia 05 e o segunda jogo  dia 12 de novembro em Ponta de Pedras.
A seleção de Melgaço conta com o melhor jogador da copa marajó das cidades da florestas ADelian, e a presença de sua forte torcída.Já a de Cachoeira do Arari, o futebol bonito e forte do marajó dos campos.
QUE VENÇA O MELHOR.

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Voltarei em breve!!!

muito obrigado!!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

É lançado, terça-feira documentário sobre o marajó

Nesta terça-feira dia 16 de agosto de 2011, o instituto PEABIRU lança um documentário de cerca de 55 minutos sobre o marajó, o documentário intitulado "Expedição Viva Marajó" da autora Regina Jehá e da produtora Lauper films e trilha sonora de Egberto Gismonti, com o objetivo de alertar, criticar e por em  uma ferramenta de mobilização social na discussão pela melhoria da qualidade de vida local.
O documentário apresenta o contexto político, social, ecônomico e histórico dos moradores do arquipélago e os fatos, acontecimentos e pensamentos sendo narrados pelos prôprios moradores ao longo do documentário.Tudo narrado pelo próprio marajoara, que ao falar de si leva à reflexão sobre os marcantes contrastes entre a riqueza natural e a pobreza histórica imposta ao ser humano.
O documentário leva a dircurssão como os trabalhadores exercem seus trabalhos no arquipelágo, os riscos que a precariedade de certos materiais trazem para os moradores e a maneira com qual eles executam esses tipos de trabalhos.E a ausencia de politicas publicas para tentar resgatar a região do "esquecimento".
Este documentário traz uma nova cara para o marajó e  faz do Dia do Marajó, celebrado em 24 de agosto, é uma ação do Programa Viva Marajó, coordenado pelo Instituto Peabiru e Fundo Vale para o Desenvolvimento Sustentável, um dia especial para nós pois nós estamos demostrando o amor e carinho pela nossa região!!!

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